<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>        <rss version="2.0"
             xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
             xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
             xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
             xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
             xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#"
             xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/">
        <channel>
            <title>
									Uso de antimicrobianos na produção animal (com foco na produção de suínos, ovinos, caprinos)- 15/10/2025 - Animal Welfare Science HUB Forum				            </title>
            <link>https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/</link>
            <description>Animal Welfare Science HUB Discussion Board</description>
            <language>en-GB</language>
            <lastBuildDate>Sat, 02 May 2026 13:12:58 +0000</lastBuildDate>
            <generator>wpForo</generator>
            <ttl>60</ttl>
							                    <item>
                        <title>Comida: a louca espiral dos antibióticos animais - Grupo 4</title>
                        <link>https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais-grupo-4/</link>
                        <pubDate>Wed, 22 Oct 2025 15:25:02 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Resumo da Notícia:
O uso de antimicrobianos na produção animal gera uma discussão central sobre o bem-estar, a saúde pública e a sustentabilidade do setor agropecuário. A reportagem “Comida...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p>https://outraspalavras.net/terraeantropoceno/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais/</p>
<p>Resumo da Notícia:</p>
<p>O uso de antimicrobianos na produção animal gera uma discussão central sobre o bem-estar, a saúde pública e a sustentabilidade do setor agropecuário. A reportagem “Comida: a louca espiral dos antibióticos animais”, publicada pelo portal Outras Palavras, faz uma crítica contundente ao uso disseminado de antibióticos em sistemas intensivos de criação, sobretudo quando empregados de maneira profilática ou como promotores de crescimento. A matéria destaca que essa prática contribui significativamente para o avanço da resistência bacteriana, para a contaminação ambiental e para a perda de eficácia terapêutica de fármacos essenciais à medicina humana e veterinária. Nesse sentido, ao contrário de defender o uso contínuo de antimicrobianos, torna-se urgente questionar sua dependência estrutural, propondo uma transição ética e sustentável para modelos de criação mais saudáveis e resilientes.</p>
<p>Argumentação:</p>
<p>Podemos apontar cinco razões que contestam o uso de antimicrobianos como rotina nas criações animais e defendem a busca por alternativas mais seguras, éticas e sustentáveis:</p>
<p>1. O Uso de Antimicrobianos Compromete as Cinco Liberdades do Bem-Estar Animal</p>
<p>Embora os antibióticos sejam frequentemente associados à prevenção de doenças, seu uso contínuo mascara falhas estruturais de manejo, impedindo que os animais vivam de acordo com suas cinco liberdades fundamentais. A liberdade de desconforto e dor, por exemplo, é ameaçada quando os antimicrobianos substituem melhorias ambientais e sanitárias, mantendo os animais em condições insalubres que favorecem infecções recorrentes. O uso profilático prolongado reduz a sensibilidade das bactérias, levando a surtos de doenças mais agressivas e difíceis de tratar. Assim, em vez de garantir bem-estar, o uso indiscriminado de antibióticos perpetua sistemas que priorizam produtividade em detrimento da saúde e da liberdade comportamental dos animais.</p>
<p>2. Sistemas Intensivos Dependentes de Antimicrobianos São Intrinsecamente Inseguros</p>
<p>A dependência de antibióticos em sistemas de alta densidade populacional revela um modelo produtivo frágil, baseado em condições que favorecem o estresse, a disseminação de patógenos e o sofrimento animal. Em climas tropicais, como o brasileiro, essa vulnerabilidade é acentuada, mas a solução não deve ser farmacológica. Investir em biossegurança, ventilação, enriquecimento ambiental e manejo sanitário adequado reduz drasticamente a necessidade de antimicrobianos. A manutenção de práticas intensivas com suporte químico perpetua um ciclo vicioso de desequilíbrio sanitário e dependência medicamentosa — um modelo eticamente insustentável e ambientalmente oneroso.</p>
<p>3. Antimicrobianos como Promotores de Crescimento: Benefício Econômico, Custo Ético</p>
<p>O uso de antibióticos como aditivos zootécnicos, embora melhore temporariamente a conversão alimentar e o ganho de peso, é uma prática que prioriza lucro sobre ética e saúde pública. A alteração artificial da microbiota intestinal interfere na fisiologia natural do animal e cria um ambiente propício ao surgimento de superbactérias resistentes. Além disso, os resíduos de antimicrobianos em produtos de origem animal e no meio ambiente representam uma ameaça direta à saúde humana e aos ecossistemas. O argumento de eficiência produtiva perde validade diante dos danos cumulativos: aumento global da resistência bacteriana, contaminação de solos e águas e deterioração da confiança do consumidor.</p>
<p>4. Realidades Produtivas e Limites Éticos: a Ilusão da Necessidade</p>
<p>A alegação de que a criação sem antimicrobianos seria “inviável” ignora experiências bem-sucedidas de países que reduziram drasticamente seu uso por meio de políticas integradas de manejo, nutrição e bem-estar. A persistência no uso profilático reflete mais uma resistência institucional à mudança do que uma necessidade biológica. Ética e responsabilidade exigem reestruturação gradual dos sistemas produtivos — não a perpetuação de práticas que colocam em risco a saúde coletiva. Insistir no uso contínuo de antibióticos para compensar falhas estruturais é uma forma de negligência científica e moral, incompatível com uma produção animal moderna e consciente.</p>
<p>5. Sustentabilidade e Saúde Única (One Health)</p>
<p>O conceito de Saúde Única — que integra saúde animal, humana e ambiental — é comprometido pelo uso disseminado de antimicrobianos. A resistência bacteriana ultrapassa fronteiras entre espécies e ecossistemas, representando uma das maiores ameaças sanitárias globais. Cada dose desnecessária administrada a um animal de produção contribui para um passivo biológico de difícil reversão. Investir em prevenção natural, imunização, genética resistente, nutrição equilibrada e manejo de baixo estresse é o caminho mais seguro e ético para garantir bem-estar animal e sustentabilidade produtiva.</p>
<p>6. Legalidade x Realidade</p>
<p>As atuais formas de fiscalização, não dão conta de realmente fiscalizar todos os estabelecimentos e se realmente os antimicrobianos estão sendo utilizados de forma correta, como diz a lei. Dessa forma, mesmo que existam limites na legislação, é algo muito facilmente burlado que gera novamente os problemas citados acima.</p>
<p>7. Alternativas para o uso de antimicrobianos</p>
<p>Existem alternativas que não promovem a seleção de bactérias e ainda podem promover ganhos e tratamentos terapêuticos, como a utilização de fitoterápicos, ozonioterapia, que trazem alternativas mais responsáveis e que, a longo prazo, ajudam a diminuir o gasto público gerado pela alta quantidade de resistência bacteriana. Uma alternativa a utilização de antibióticos seria a adoção de medidas de higiene mais rígidas e uma redução da densidade de animais confinados no plantel.</p>
<p> </p>
<p>Conclusão:</p>
<p>Com base na reportagem e no debate em sala, conclui-se que o uso de antimicrobianos na produção animal, embora historicamente associado à eficiência e à prevenção de doenças, tornou-se uma prática eticamente questionável e cientificamente arriscada. O verdadeiro desafio não é aperfeiçoar o uso, mas reduzir a dependência dessas substâncias, substituindo-as por medidas de manejo, biossegurança e nutrição que promovam o bem-estar genuíno dos animais.</p>
<p> O uso excessivo e contínuo compromete o futuro da saúde pública e ambiental, além de gerar um paradoxo moral: animais aparentemente “saudáveis”, mas mantidos em sistemas que só sobrevivem à base de medicamentos. Assim, o compromisso ético da produção moderna deve estar em prevenir a doença pela qualidade de vida, e não pela medicação constante.</p>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/">Uso de antimicrobianos na produção animal (com foco na produção de suínos, ovinos, caprinos)- 15/10/2025</category>                        <dc:creator>Rebecca Ji Eh Hong</dc:creator>
                        <guid isPermaLink="true">https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais-grupo-4/</guid>
                    </item>
				                    <item>
                        <title>Comida: a louca espiral dos antibióticos animais - Grupo 3 - pontos de garantia do bem-estar animal</title>
                        <link>https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais-grupo-3-pontos-de-garantia-do-bem-estar-animal/</link>
                        <pubDate>Wed, 22 Oct 2025 01:19:43 +0000</pubDate>
                        <description><![CDATA[Link da notícia :
Identificação do grupo : Ana Clara Gales Landi, Carolina Sardinha Gabriel, Felipe Augusto Santana Ramos, Gabriela de Oliveira Gonçalves, Heitor Alves de Oliveira, Matheus S...]]></description>
                        <content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Link da notícia </span></span></span></span></strong><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">: https://outraspalavras.net/terraeantropoceno/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais/</span></span></span></span></span></p>
<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Identificação do grupo </span></span></span></span></strong><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">: Ana Clara Gales Landi, Carolina Sardinha Gabriel, Felipe Augusto Santana Ramos, Gabriela de Oliveira Gonçalves, Heitor Alves de Oliveira, Matheus Segantini Cunha, Nicole Petrilli Silva Lins e Rafael Zillete Pinto.</span></span></span></span></span></p>
<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Resumo da Notícia: </span></span></span></span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span class="" style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">O uso de antimicrobianos na produção animal gera uma discussão importante sobre o respeito ao bem-estar animal, à saúde pública e à sustentabilidade. A reportagem discutida, intitulada “Comida: a louca espiral dos antibióticos”, publicada pelo portal Outras Palavras, crítica ao uso disseminado de antibióticos em sistemas intensivos de produção, especialmente quando usados ​​de maneira errada e para fins além do tratamento de doenças, apontando riscos como o desenvolvimento de resistência bacteriana e os impactos ambientais do uso de antimicrobianos. Entretanto, em defesa do uso racional e contínuo de antimicrobianos, podemos argumentar que, nas condições atuais da produção de suínos, caprinos e ovinos no país, marcadas por alta densidade, desafios sanitários e clima tropical desfavorável, essas substâncias são uma ferramenta essencial para garantir a produção e o bem-estar animal.</span></span></span></span></span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Argumentação:</span></span></span></span></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Podemos apontar cinco motivos que defendem o uso de antimicrobianos, não apenas como método de tratamento para enfermidades, mas como aditivos zootécnicos e ferramentas de prevenção de doenças:</span></span></span></span></span></p>
<strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">1. Garantia das Cinco Liberdades do Bem-Estar Animal</span></span></span></span></strong><br />
<p><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span class="" style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">O uso de antimicrobianos está diretamente ligado à manutenção das cinco liberdades do bem-estar animal, principalmente quando usado pelo método Profilático. Os animais permanecem livres de fome e sede, pois os antibióticos previnem doenças que podem reduzir prejudiciais o apetite e o consumo alimentar do animal. A liberdade de desconforto é garantida pela prevenção da ocorrência de enfermidades, mantendo o animal livre de febres, inflamações e dor, assim como a profilaxia à liberdade de dor, lesão e doença, sofrimento e mortalidade do animal. Além disso, os animais saudáveis ​​​​estão mais dispostos a ter um comportamento ativo e natural, preservando a liberdade para expressar comportamentos normais, formando assim rebanhos resultantes, com menor ocorrência de problemas entre os animais, consolidando a liberdade de medo e estresse. Dessa forma, os antimicrobianos não apenas como curadores, mas como profiláticos, mantêm os animais com a saúde intacta, mantendo sua homeostase fisiológica e comportamental dos animais e agilidade como ferramenta necessária para o bem-estar, especialmente em sistemas intensivos.</span></span></span></span></span></p>
<h4><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">2. Antimicrobianos como Base do Bem-Estar em Sistemas Intensivos</span></span></span></span></strong></h4>
<h4><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Nos sistemas intensivos de criação usados ​​nos dias de hoje, o uso de antibióticos acaba sendo uma base importante para o bem-estar dos animais. Isso deve ser porque hoje a criação sofre com elevada densidade populacional, estresse térmico, uniformidade e suscetibilidade genética e alta taxa de contato físico entre os animais, tornando praticamente inevitável a ocorrência de doenças infecciosas. Nessas condições, a prevenção contínua é essencial para evitar surtos e sofrimento animal. Em países tropicais como o Brasil, fatores ambientais como calor, umidade e presença de patógenos novas para essas espécies agravam a incidência de doenças respiratórias e entéricas. Assim, o uso regular e monitorado de antimicrobianos como profiláticos atua como uma barreira que protege os animais contra infecções, e por isso, elimina completamente o uso dessa substância, sem que antes haja mudanças no sistema de produção que garantam condições mais seguras de manejo e biossegurança, resultando em piora significativa do bem-estar animal, com aumento da mortalidade econômica, sofrimento e perdas</span></span></span></span></span></h4>
<h4><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">3. Antimicrobianos como Aditivos Zootécnicos e Bem-Estar</span></span></span></span></strong></h4>
<h4><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span class="" style="vertical-align: inherit" dir="auto">As estratégias serão usadas como promotoras de crescimento quando aplicadas de forma responsável, alterando a microbiota tendo efeitos positivos sobre o animal, melhorando a conversão alimentar e ganho de peso, reduzindo a competição na microbiota e melhorando as condições de estresse social. Quando os animais crescem de maneira mais rápida e uniforme passam menos tempo expostos a calor, doenças e disputas hierárquicas, e seu tempo na cadeia produtiva é reduzido, diminuindo o impacto ambiental individual. Além disso, sabe-se que animais em uma curva de ganho de peso constante passam por menor frustração alimentar e comportamento têm mais calma, refletindo em maior bem-estar fisiológico e emocional. Pesquisas indicam que a remoção dos antimicrobianos causa redução significativa da eficiência produtiva, aumento da mortalidade e agravamento de doenças infecciosas, especialmente em suínos. Em experimentos realizados com sistemas de “livres de antibióticos” (ABF), a mortalidade dos animais foi triplicada, passando de 20–25% para 57,9%, e o lucro líquido da produção caiu de US$105 para apenas US$33 por animal. Esses dados reforçam que, sem as antibióticos, o sofrimento e as perdas são ampliados, tornando o sistema inviável e eticamente questionável.</span></span></span></span></span></h4>
<h4><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">4. Limites Éticos e Realidades Produtivas</span></span></span></span></strong></h4>
<h4><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">A produção de suínos sem antimicrobianos é sim uma realidade ideal, entretanto, para isso se exige uma infraestrutura de alto custo, ventilação silenciosa, controle total de patógenos e nutrição extremamente precisa, condições raras em sistemas intensivos convencionais, ainda mais no Brasil. Dessa forma, proibir o uso de antimicrobianos como profiláticos e aditivos em produções intensivas em locais tropicais seria irresponsáveis, pois submetemia os animais a maior incidência de infecções dolorosas e mortais. O uso racional de antibióticos, aliado a programas de biossegurança, vacinação e boas práticas de manejo, formam um equilíbrio ideal entre bem-estar animal, segurança alimentar e saúde pública. Assim, a defesa não está em proibição, mas em usar com recrutamento, ciência e responsabilidade, enquanto o sistema não evolui de outras formas que possam substituir o uso de especificações.</span></span></span></span></span></h4>
<p> </p>
<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Conclusão </span></span></span></span></strong><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">:</span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Com base na leitura da reportagem e no debate realizado em aula, conclui-se que os antimicrobianos são instrumentos fundamentais para garantir o bem-estar animal, especialmente em sistemas intensivos em climas tropicais de produção de suínos, caprinos e ovinos, utilizando a prevenção de doenças, a redução do sofrimento e o controle sanitário como pilares para um manejo ético e responsável.</span></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Embora o uso excessivo e sem controle represente riscos reais à saúde pública e à resistência bacteriana, a eliminação completa dos antibióticos traria consequências graves: dor, infecções disseminadas, mortalidade elevada e queda drástica no bem-estar dos animais e na produção. Dessa forma, o verdadeiro desafio ético, é conciliar produção, ciência, biossegurança e bem-estar, adotando práticas de uso racional, sem comprometer a sanidade e a dignidade dos animais sob nossa responsabilidade.</span></span></span></span></span></p>
<p> </p>
<p><strong><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Perguntas para Reflexão: </span></span></span></span></strong></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">É possível garantir o bem-estar animal em sistemas intensivos sem o uso de antimicrobianos?</span></span></span></span></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Quais medidas de manejo poderiam substituir, parcial ou totalmente, o uso preventivo de antibióticos? </span></span></span></span></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">O uso racional de antimicrobianos pode ser considerado uma prática ética, mesmo diante do risco de resistência bacteriana?</span></span></span></span></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">Como equilibrar as demandas de bem-estar animal, sustentabilidade e saúde pública no contexto da produção intensiva?</span></span></span></span></span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto"><span style="vertical-align: inherit" dir="auto">De que forma a capacitação e capacitação dos produtores podem contribuir para o uso mais responsável dos antimicrobianos?</span></span></span></span></span></li>
</ol>]]></content:encoded>
						                            <category domain="https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/">Uso de antimicrobianos na produção animal (com foco na produção de suínos, ovinos, caprinos)- 15/10/2025</category>                        <dc:creator>Carolina Sardinha Gabriel</dc:creator>
                        <guid isPermaLink="true">https://animalwelfarehub.org/community/uso-de-antimicrobianos-na-producao-animal-com-foco-na-producao-de-suinos-ovinos-caprinos-15-10-2025/comida-a-louca-espiral-dos-antibioticos-animais-grupo-3-pontos-de-garantia-do-bem-estar-animal/</guid>
                    </item>
							        </channel>
        </rss>
		